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	<title>TICs na Educação &#187; twiiter</title>
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	<description>Um Espaço de Assessoria</description>
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		<title>5 motivos para não se usar microblogues em educação</title>
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		<comments>http://emrede.blog.br/tics/blog/5-motivos-para-nao-se-usar-microblogues-em-educacao/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 09 Feb 2010 19:42:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof. Sérgio Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Móvel]]></category>
		<category><![CDATA[Professores]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[TICs]]></category>
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		<category><![CDATA[twiiter]]></category>

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		<description><![CDATA[Introdução Embora a &#8220;rudimentar rede de conexão social&#8221; (segundo Biz Stones), aka twitter, já esteja passando da fase de hype para mainstream entre descolados, moderninhos e céticos de todos os tipos, sempre ocorre um fenômeno comum a vários setores da sociedade, e não seria diferente em Educação: Virou &#8220;moda&#8221; ou &#8220;fetiche&#8221; achar que os microblogues [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3>Introdução</h3>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-279" src="http://www.aprendendoemrede.info/wp-content/uploads/2010/02/microblogs-255x300.png" alt="microblogues" width="255" height="300" />Embora a &#8220;<em><a title="Educação pós-Twitter" href="http://www.agecom.ufsc.br/index.php?id=12541&amp;url=ufsc">rudimentar rede de conexão social</a>&#8221; (segundo <a title="Wikipedia te apresenta" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Biz_Stone">Biz Stones</a></em>), aka <a href="http://twitter.com">twitter</a>, já esteja passando da fase de <a title="O que é Hype?" href="http://sergioflima.pro.br/blogs/index.php/sergio-blog/o_que_e_um_hype">hype</a> para <a title="Wikipedia te explica" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mainstream">mainstream</a> entre descolados, moderninhos e céticos de todos os tipos, sempre ocorre um fenômeno comum a vários setores da sociedade, e não seria diferente em <strong>Educação</strong>:</p>
<p>Virou &#8220;moda&#8221; ou &#8220;fetiche&#8221; achar que os microblogues são o grande rei da cocada preta e que o seu <strong>uso geral em Educação</strong> será/é o grande pulo do gato!</p>
<p>Correndo o risco de parecer <a title="5 motivos porque o twitter é irrelevante pra mim" href="http://sergioflima.pro.br/blogs/index.php/sergio-blog/5_motivos_que_tornam_o_twitter_uma_ferra">mais rabugento do que normalmente sou com esta ferramenta</a>, resolvi escrever os 5 motivos pelos quais *<strong>eu</strong>*, após <a title="um uso focado do twitter" href="http://twitter.com/apfisica">experimentá-la</a> <a href="http://identi.ca/ticseducacao"> intensamente</a>, descarto-a como ferramenta, de uso geral, adequada a uma educação para a <strong>Era da Informação e do Conhecimento</strong>.</p>
<p><strong>PS:</strong> Eu continuarei a usar  um perfil &#8220;<a title="@ticseducacao" href="http://twitter.com/ticseducacao">corporativo</a>&#8221; para fins de investigação. Não investigação de usos educativos, que como argumentarei a seguir considero descartado!</p>
<h3>Meus 5 motivos</h3>
<ul>
<li><strong>Aprendizagem passa necessariamente por reflexão</strong> &#8211; Quando se está aprendendo algo ou quando se <a title="Os perigos do twitter na educação" href="http://goo.gl/QnMo">está organizando atividades que potencializem aprendizagens</a> é fundamental que se tenha reflexões e decantação de ideias. Quer seja a reflexão antes de se responder a uma indagação, quer seja a reflexão sobre um novo conceito ou mesmo o tempo necessário para &#8220;a ancoragem&#8221; com conhecimentos prévios. Incentivar o <a title="Sobre a pobreza das conexões" href="http://logbr.reflectivesurface.com/2009/04/22/a-pobreza-das-conexoes/">fluxo contínuo </a>(e irrefletido) de informações contribui muito mais para a produção de ruídos que <strong>podem</strong> ser nocivos a compreensão de ideias, valores ou conceitos do que se está aprendendo e/ou ensinando.</li>
<li><strong>Aprendizagem em rede passa por organização dos fluxos informacionais</strong> &#8211; A perspectiva <a title="Teorias de Aprendizagem na Wikipedia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Teorias_da_aprendizagem">sócio-interacionista da aprendizagem</a> reforça a importância das interações e da linguagem nos processos de aprendizagem, entretanto esta perspectiva destaca que &#8220;quanto mais ricas as interações, maior e mais sofisticado será o desenvolvimento&#8230;&#8221; e convenhamos, não poder haver riqueza de interações, no caso geral, com apenas 140 caracteres!</li>
<li><strong>Organizar a aprendizagem passa por escolher as ferramentas mais adequadas.</strong> &#8211; Não se trata aqui de rejeitar ou endeusar ferramentas a priori (como se costuma fazer com o twitter). Mas é papel dos professores comprometidos com o presente e o futuro de seus alunos refletirem criticamente sobre quais ferramentas se adequam a objetivos educacionais e não quais <a title="esta abordagem da ferramenta" href="http://jenverschoor.wordpress.com/2010/02/08/how-to-use-twitter-in-the-classroom/">objetivos educacionais se adequam a ferramenta da moda</a>! É possível que em situações bem específicas os microblogues possam ser <a title="twitter em biologia e física" href="http://www.botanicalls.com/kits/">hackeados para usos educacionais</a>. Mas me parece uma grande temeridade e forçada de barra <a title="como se forçar a barra no uso de twiiter em sala de aula" href="http://www.onlinecolleges.net/2009/06/08/50-ways-to-use-twitter-in-the-college-classroom/">se usar o twitter</a> no lugar de ferramentas dedicadas e adequadas a fins específicos.</li>
<li><strong>Aprendizagem cooperativa não prescinde da mediação daquele que aprende há mais tempo!</strong> &#8211; Considerando especificamente a realidade do professor brasileiro que atende a uma quantidade enorme de alunos no seu cotidiano docente (no ensino básico, por baixo, um professor atende em média mais de 300 alunos numa estimativa muito otimista!) é realmente coisa <strong>de quem não está na sala de aula real</strong> acreditar que um professor possa administrar, minimamente bem, o fluxo contínuo de informações (não indexadas e nem sempre contextualizadas com objetivos educacionais previamente organizados) que esta ferramenta possa produzir. Não se enganem, desenvolver a capacidade de gerenciar suas próprias aprendizagens não é favorecida numa ferramenta que incentiva a <a title="Sobre a pobreza das conexões" href="http://logbr.reflectivesurface.com/2009/04/22/a-pobreza-das-conexoes/">produção irrefletida e contínua de fluxos informacionais</a>. Receio mesmo que em cursos superiores este fluxo contínuo possa impactar negativamente na habilidade de gerenciar aprendizagens, mesmo numa <strong><a title="Uma teoria de aprendizagem para a era da informação" href="http://maresta.wordpress.com/2007/02/27/conectivismo-%E2%80%93-uma-teoria-de-aprendizagem-para-a-idade-digital/">perspecitiva conectivista de aprendizagem</a></strong>!</li>
<li><strong>Aprendizagem requer auto-reflexão</strong> &#8211; Uma característica importante de quem aprende é perceber sua evolução ou olhar em perspectiva sua capacidade de tratar determinado objeto de aprendizagem. Uma ferramenta que não favorece a indexação do fluxo informacional dificulta este olhar em perspectiva, tão importante no ato de aprender e, mais importante de tudo, de aprender a aprender!</li>
</ul>
<h3>Alternativas</h3>
<p>Observando <a title="sugestões de uso do twitter na Escola" href="http://www.onlinecolleges.net/2009/06/08/50-ways-to-use-twitter-in-the-college-classroom/">o que se tem proposto para o twitter em contextos educacionais</a> e levando em conta os argumentos acima (especialmente o terceiro) indico abaixo ferramentas que me parecem mais adequadas para o contexto educacional do que os microblogues:</p>
<h4>Compartilhamento de Endereços</h4>
<p>Aprender em rede e com uso das ferramentas da web 2.0 pode passar muitas vezes pelo <strong>compartilhamento de endereços web</strong> que sejam úteis para uma comunidade de aprendizagem ou mesmo para um subconjunto desta comunidade. Tão importante quanto compartilhar endereços e aplicativos web é achá-los depois de compartilhados.</p>
<p>Para estes casos no lugar do twitter, que embora até sirva para esta função é péssimo na indexação das informações compartilhadas por conta da sua restrição de 140 caracteres, é muito mais adequado usar um gerenciador social de favoritos (bookmarks). <strong><a href="http://delicious.com"></a></strong></p>
<p><strong><a href="http://delicious.com">Delicious</a></strong> pra quem não pode hospedar sua ferramenta e <strong><a title="gerenciador de favoritos livre" href="https://sourceforge.net/projects/getboo">get-boo</a></strong> pra quem pode, são duas opções muito mais efetivas que uma conta no twitter!</p>
<p>Tanto o <a href="http://delicious.com">Delicious</a> quanto o  <a title="gerenciador de favoritos livre" href="https://sourceforge.net/projects/getboo">get-boo</a> permitem compartilhar um endereço web (link), etiquetá-lo (&#8220;tagueá-lo&#8221;), inserir observações e muitas outras coisas que ficam prejudicadas no twitter.</p>
<p><a href="http://aprendendofisica.pro.br/guia">Aqui um exemplo do get-boo aplicado numa comunidade de aprendizagem de física</a>!</p>
<h4>Conversas, discussão, projetos, etc</h4>
<p>Discussões de projetos, anúncios rápidos ou não, organização de projetos, <a title="Wikipedia te explica" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Brainstorming">Brainstorms</a>, aprendizagens diárias e <a title="sugestões de uso educacionais do twitter" href="http://www.onlinecolleges.net/2009/06/08/50-ways-to-use-twitter-in-the-college-classroom/">tudo o mais que é proposto neste texto aqui</a> pode ser muito melhor implementado com o bom e infalível blogue! E sim, <strong><a title="fazendo liveblogging sem twitter" href="http://sergioflima.pro.br/blogs/index.php/sergio-blog/fazendo_liveblogging_sem_uso_do_twitter">você também pode fazer isto usando seu dispositivo móvel</a></strong>!</p>
<p>Uma discussão temática num blogue é muito melhor indexada e, do ponto de vista didático, mais organizada que usando microblogues.</p>
<p>A mediação <strong>daquele que aprende há mais tempo</strong> é facilitada numa ferramenta otimizada para organizar as discussões ou conteúdos por mais de um indexador (data, tag, categoria).</p>
<p>A qualidade de discussão é incomparável quando você não se restringe a 140 caracteres. Repare que a falta de limite técnico aos 140 caracteres não implique que você não trabalhe a concisão dos argumentos dos participantes da comunidade.</p>
<p>E se você escolher adequadamente seu motor de blogue, a escrita no mesmo, pelos vários integrantes da sua comunidade de aprendizagem, pode ser tão simples e otimizada quanto você queira e, possívelmente, até mais familiar do que nos microblogues.</p>
<p>Aqui <strong><a title="um exemplo da efetividade dos edublogues" href="http://aprendendofisica.pro.br/alunos/index.php/1A-cp2-2009">um exemplo de blogue nesta perspectiva integradora</a></strong>.  E aqui <a title="Uma resenha do posterous" href="http://sergioflima.pro.br/blogs/index.php/moblog/menos-e-mais-tambem-para-blogar">um exemplo de motor de blogue otimizado para ser alimentado via e-mail</a>!</p>
<h4>Gerenciamento da Inteligência Coletiva</h4>
<p>Um dos vários motivos porque microblogues em educação é uma péssima ideia (<strong>em minha opinião</strong>), numa <strong>perspectiva de educar para a Era da Informação e do Conhecimento </strong>e não para o século XIX é que os microblogues não gerenciam bem a inteligência coletiva gerada nas interações.  Mesmo utilizando-se os seus motores internos de busca avançada, não se consegue ter um ideia de quanto foi discutido, evoluído e produzido de inteligência num determinado coletivo aprendente.</p>
<p>Ao contrário dos microblogues, um <strong>gerenciador de listas de discussão</strong> (<a title="gerenciador de listas de discussão do google" href="http://groups.google.com.br/">google grupos</a>, <a title="gerenciador de listas de discussão do Yahoo" href="http://br.groups.yahoo.com">yahoo grupos</a> ou <a title="Um gerenciador de listas de discussão poderoso e livre" href="http://www.gnu.org/software/mailman/index.html">MailMan</a> se você pode/quer instalar o seu próprio gerenciador no seu servidor) permite não só que as discussões possam fluir na sua comunidade como se encarrega de gerenciar no melhor estilo &#8220;<a title="Permaneça simples amigo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Keep_it_Simple_Stupid">menos é mais</a>&#8221; a inteligência coletiva gerada pelas interações da comunidade.</p>
<p>Discutir (rasteiramente) no twitter além de ser um desperdício de tempo não permite que a inteligência coletiva que emerge do grupo possa ser, facilmente, gerenciada!</p>
<h4>Interações Síncronas</h4>
<p>E se você precisa, por uma demanda pedagógica, de interação síncrona você sempre poderá inserir no seu blogue um <a title="10 widget de chats a considerar" href="http://www.readwriteweb.com/archives/10_chat_widgets.php">widget de chat</a>!</p>
<p>E se o perfil sócio-econômico-tecnológico de sua comunidade permitir, você ainda pode fazer <a title="Uma boa alternativa de brodcast via sms" href="http://www.lembreto.com.br">uso de sms para espalhamento (broadcast) de informações</a> <strong>urgentes</strong>. O maior problema aqui é que o preço praticado pelas operadoras para o uso de sms  no Brasil ainda é proibitivo. Mas este problema também atinge o uso dos microblogues mais intensamente em dispositivos móveis!</p>
<h3>Uma última observação</h3>
<p>Embora nesta altura do campeonato isto já devesse ser óbvio para qualquer pessoa que já tenha entrado no mundo dos adultos, sempre vale a pena relembrar e enfatizar. <strong>Não existem absolutos</strong>! Algo que falha miseralvelmente pra mim pode funcionar lindamente pra você. E vice-versa!</p>
<p>Tenha isto em mente antes de pegar as pedras <img src='http://emrede.blog.br/tics/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' />   E sim, os comentários estão abertos às suas considerações, afinal as conversações são muito melhores com mais de 140 caracteres, com reflexão e, mais importante de tudo, numa interface que organize as várias falas de modo organizado e intuitivo.</p>
<p><em> </em></p>
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